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Chega de violência contra a mulher!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

29ª Bienal 2010 - Arte e Política

Nesta sexta-feira visitei a 29ª Bienal de São Paulo, com alunos da 5ª série. A visita foi patrocinada pela Secretaria da Educação. Minha expectativa era grande. Assistindo a vídeos sobre a Bienal, pude constatar, que algumas obras foram retiradas por determinação da OAB como por exemplo a série INIMIGOS obra do artista plástico pernambucano Gil Vicente.
Nas telas feitas com carvão, o artista se auto-retrata assassinando líderes mundiais como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente dos Estados Unidos George Bush, e o papa Bento XVI, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o premiê israelense Ariel Sharon e a rainha Elizabeth II também aparecem sob a mira do artista em outros quadros da série "INIMIGOS"

Nas obras do artista Gil Vicente há uma catarse imediatista. É o experimentar da liberdade em relação a alguma situação opressora. A violência está no nosso cotidiano e é necessário discuti-la e não escondê-la. Freud tem uma explicação para esse tipo de arte...sobre o efeito do riso nas piadas sobre reis, presidentes, freiras, papas etc. Freud explica que muitas pessoas que tem o homossexualismo enrustido tentam matar alguma figura importante, como presidentes, reis, papas... Freud explica, agora você decide se acredita...

Gostaria de entender mais sobre arte, mas sou bem limitada nesse aspecto. Mas pude constatar que arte é muito singular e que a mensagem que uma obra passa difere de um indivíduo para outro. Antes de mais nada a arte deve ser sentida e não pensada.

O tema da Bienal este ano foi a relação estreita entre arte e política, cuja inspiração partiu de um verso do poeta Jorge de Lima, “Há sempre um copo de mar para um homem navegar”, os curadores esperam reforçar que a dimensão utópica da arte está contida nela mesma.

Os trabalhos expostos buscam trazer um reflexo do lugar e do tempo a partir do momento em que foram pensados, ou seja, independem da época. Algumas deles até datam da primeira metade do século 20, o que é claro com a escolha do modernista Flávio de Carvalho (1899-1973).

“Buscamos ampliar o entendimento do que é contemporâneo. São obras que nos fazem entender melhor a complexidade do mundo”, explica Moacir dos Santos, curador-chefe ao lado de Agnaldo Farias. Segundo dos Santos, a opção por muitos artistas brasileiros e latinos se deve a atual conjuntura política do continente no cenário mundial. “O que nos interessa é a arte que nos faça ver o mundo de forma indiferente. Tomar partido explicitamente não é a nossa missão"..

Não estavam presente na Bienal... Houve um cronograma especifico para essas apresentações...

· A Oficina Sala preta, para crianças. Daniel Joglar faz show de magia

· A Palestra que deveria ser ministrada por Ana Longoni, André Mesquita, Cristina Ribas e Gavin Adams “O que faz um espaço de campanha eleitoral em uma Bienal de arte contemporânea”, porque somente são apresentadas aos Domingo;

· O Teatro de Títeres apresenta a peça “El propietario”, de Tomás Espina. “Divisor”, recriação de uma performance de Lygia Pape, na Marquise;

· “Fogueira de gelo”, de Paulo Bruscky, em frente à entrada da exposição;

· O Balé da Cidade de São Paulo e Quarteto de Cordas apresentam uma versão da obra recente “Crônicas do Tempo”, montada concebida para o Terreiro de Performances.

Ainda no sábado, filmes como “Surname Viet”, “Rouch in Reverse” e “Margem” serão exibidos a partir das 15h. Haverá performance também de Sue Tompkins, às 18h, e bate papo com o artista mexicano Antonio Macotela, ás 14h, e com o pioneiro da arte conceitual Joseph Kosut, ás 16h.

No domingo, a programação começa às 13h, com o debate entre Jean Plantu e Chico Caruso sobre “Cartoons Políticos – Humor e Política”. Às 15h, haverá exibição de filmes (“Thinking in Loop”, “Une visite au Louvre” e “Out of the Present”) e a esperada participação do Teatro Oficina (de José Celso Martinez) apresentando de “Bailado do Deus Morto”, peça de Flávio de Carvalho, de 1933. Às 17h30, o português Pedro Barateiro faz uma leitura performática desenvolvida para a Bienal.

Em “Bailado do Deus Morto”, cinqüenta artistas dirigidos por José Celso Martinez Corrêa vão interagir com as obras e com o público da Bienal, numa performance intitulada “Experiência Flávio de Carvalho nº 6. Trata-se de uma versão do texto de Flávio de Carvalho, e contará com atores do Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, dançarinos do Bando Cavallaria (dirigido por Lu Brites) e aprendizes oriundos das oficinas do Movimento Bixigão, promovidas pelo Teatro Oficina

Obras que causaram polêmica antes mesmo da abertura da 29ª Bienal de São Paulo e que foram retiradas da Bienal por determinação da OAB

· A série “INIMIGOS”

Obras do artista Gil Vicente - Assistam ao vídeo abaixo...

http://www.youtube.com/watch?v=-IsH4G6O4Rw&feature=player_embedded

Leiam abaixo a nota da OAB na íntegra.

"Uma obra de arte, embora livremente e sem limites expresse a criatividade do seu autor, deve ter determinados limites para sua exposição pública. Um deles é não fazer apologia ao crime como estabelece a vedação inscrita no Código Penal Brasileiro.

A série de quadros denominada "Inimigos", do artista plástico Gil Vicente, é composta por obras as quais retratam, dentre outras, o autor atirando contra a cabeça do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, noutra mostra o mesmo autor, de posse de uma faca, degolando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Essas obras, mais do que revelar o desprezo do autor pelas figuras humanas que retrata como suas vítimas, demonstram um desrespeito pelas instituições que tais pessoas representam, como também o desprezo pelo poder instituído, incitando ao crime e à violência.

Certamente não se pode impedir que uma obra seja criada, mas se deve impedir que seja exposta à sociedade em espaço público se tal obra afronta a paz social, o estado de direito e a democracia, principalmente quando pela obra, em tese, se faz apologia de crime.

Por esse motivo é que a OAB/SP está oficiando os curadores da Bienal de São Paulo, para que essas obras de Gil Vicente, da série "Inimigos" não sejam expostas naquela importante mostra."

A nota pública é assinada por Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da OAB SP.

Assistam também...

http://mais.uol.com.br/view/xiddtuwnvlqs/metropolis--bienal-educativa-04021B366CC0A983C6?types=A&

· Mais duas obras a despertar polêmica foramBandeira Branca”, na qual o artista Nuno Ramos mantinha três urubus presos em uma tela instalada no espaço central do pavilhão.

· A outra é“El Alma Nunca Piensa Sin Imagen” “A Alma Nunca Pensa Sem Imagens”, na qual o argentino Roberto Jacoby simula uma campanha eleitoral usando imagens dos candidatos presidenciais Dilma Rouseff (PT) e José Serra (PSDB). A instalação .

O G1 conversou com um dos curadores da 29ª Bienal, Agnaldo Farias, para falar sobre as mudanças de rumo da mostra, as escolhas dos trabalhos e, claro, as polêmicas que rondaram o evento dias antes da abertura. http://eptv.globo.com/lazerecultura/NOT,0,0,316860,Bienal+de+Sao+Paulo+abre+as+portas+para+as+artes+visuais.aspx

Em outro momento postarei as fotos retiradas na Bienal...

Passeando pelo Google encontrei uma poesia linda! Coube direitinho aqui.


A emoção do Artista

A cortina se abre lentamente
E aos poucos vão aparecendo
Cada um com a sua cara e veste
Guiados pelos olhos que segue lendo.

O público alvo está aqui, está lá,
Pode ser um ou até milhares
O que importa? Ouvirão a fala.
Talvez não haja fortes olhares...

Mas o meu show é particular
E muito singular, mas orgulhoso.
Quero que o único me faça brilhar
E que a multidão ache escandaloso.

O que quero é aparecer e agradar
Com a minha máscara o esconderijo,
Que com certeza o povo não descobrirá.
Vamos! Vamos! O drama é o meu estilo!

Convenço trazendo lágrimas e ganho tudo
Sem barganhas, fazendo muita fama.
Uma palavra e pronto! Todos e o mundo
Estão de pé em aplausos e o meu nome chama.

Quando quero faço comédia com suas vidas
Toco em suas feridas e me abraçam a gargalhadas.
Falo de seus defeitos e não há brigas
Assim me sinto imbatível, o dono da ilha.

O continente de um povo bobo e contente
Que não enxerga a ironia do dia a dia
E restrito virou uma ilha cercada por ignorantes
Singrados pela hipocrisia da cortina que abria.

Um teatro, o mundo é um teatro
Com suas cortinas dividindo suas classes.
Do pecador ao sacerdote a troca de hábito,
Da alta sociedade a plebe o cheiro do enlace.

O primeiro ato termina e meus olhos atentos
Buscam nas páginas a nova mentira acolhedora
A cortina traz aos fracos e bajuladores o alento,
Para que aos perfumes e sedas viva a alma sonhadora

Raiara Azevedo




sexta-feira, 8 de outubro de 2010

As Palavras falam...


Foi ficando só, que encontrei um caminho,
dentro de mim que me levava até vc. Então
descobri que não estou só. E que mágico
pra mim é esta magia que é dada a nós por
Deus de nos identificarmos e até gostarmos
de pessoas que não vemos, mas podemos
perceber sua sensibilidade ou até mesmo
sentir sua dor. Magico pra mim é perceber
que as palavras falam e que dependendo
da forma com que as expresso e do
momento em que elas são usadas
eu posso transformar umavida,
seja para o bem ou para o mal.


Põe-me como selo sobre o teu coração, ... porque o amor é muito

mais forte que a morte. - Cant 8:6a



Sábio é aquele que nunca diz tudo

que pensa, mas que sempre pensa em tudo o que diz.

Hoje, mais uma vez, me dei conta de que devo ouvir mais
e falar menos pro meu próprio bem.
E que insistir em mostrar que estou certo pode me trazer mais
problemas do que se eu estivesse errado.
Muitas vezes a gente perde muito tempo tentando mostrar aos
outros que não somos inferiores a eles, quando na verdade
deveriamos estar usando esse tempo pra nos convencermos
de que ser ou não melhor que alguém em alguma coisa não
significa nada se isso implicar em magoar alguém.
Cada um tem seus limites e superá-los é questão de vontade.
Mas se o sucesso é usado pra diminuir outra pessoa ou para
nos convencer de somos melhores de que os outros é melhor
nem alcançá-lo.
Humildade é o mais alto prêmio que uma pessoa deveria almejar.
Ser sábio é ser humilde e humildade leva à humanidade.
Ninguém nunca será verdadeiramente gente se não se
colocar em pé de igualdade com as outras pessoas.
E isso serve para mim, para você e para todos.
Tenho passado por momentos difíceis. Acho que
todos passamos. Mas certas coisas eu tento lembrar
pra que eu consiga continuar seguindo em frente.
Uma é que eu ainda tenho sáude. O que por si só já é uma dádiva.
Me lembro que tenho coração. O que não me impede de ser cruel
com os outros. Mas me faz arrepender quando sou.
Lembro que tenho pouco tempo pra reparar alguns de
meus erros, porque tudo tem o tempo certo para ser
reparado, e que depois perde a devida importância.
Lembro que o passado deve ficar no passado e que o
futuro depende do que eu faço hoje.
Lembro que os amigos devem ser avaliados
em duas medidas: na quantidade e na qualidade.
Na quantidade quando eu for bem sucedido e na
qualidade quando eu não for, e que tê-los faz toda
a diferença na minha vida.
Eu tenho amigos que me ama incondicionalmente e
que são idispensáveis.
Espero que todos vcs. também possam usufruir dessa magia!

Bjssssssss... Pessoas lindas na minha vida!